Conheça o Sistema Financeiro Nacional – SFN e como se organiza o Mercado Financeiro no Brasil

Os Sistema Financeiro nacional está organizado e dele fazem parte instituições públicas e privadas.

A organização do sistema financeiro se dá como na figura abaixo:

SFN - Sistema Financeiro Nacional
Sistema Financeiro Nacional Mercado Financeiro no Brasil

Todo o SFN está organizado sob as ordens do CMN – Concelho Monetário Nacional que é o órgão máximo do sistema Financeiro Nacional. Fazem parte do CMN o Ministro da Fazenda, o Ministro do Planejamento e o Presidente do Banco Central.

Além do Banco Central que regula o funcionamento dos bancos, temos a CVM – Comissão de Valores mobiliários que regula o funcionamento da Bolsa de Valores e demais valores mobiliários como Fundos de Investimento.

Ambos, Bacen e CVM são autarquias federais que estão subordinadas ao Ministério da Fazenda.

Assim, agentes Superavitários (pessoas e empresas que possuem recursos sobrando) entregam dinheiro a instituições financeiras que os repassa aos agentes Deficitários (pessoas e empresas/governo que precisam de recursos).

Então o Mercado Financeiro não é um lugar físico mas um mercado que está organizado em todo o mundo e tem o objetivo de fazer agentes DEFICITÁRIOS e agentes SUPERAVITÁRIOS se encontrarem.

O mercado financeiro faz esse encontro mágico de graça? Claro que não.

Se eu deposito dinheiro no banco a 1% ao mês esse banco empresa esse dinheiro a 3% a outra pessoa que precisa de dinheiro. Essa diferença entre o 1% que o banco paga a mim e os 3% que recebe do cliente que tomou emprestado damos o nome de SPREAD.

SPREAD – É a diferença entre a remuneração que o banco paga aos poupadores e a que ele recebe dos tomadores de recursos.

É isso. O Mercado Financeiro é esse encontro de gente que tem dinheiro com gente que precisa de dinheiro para satisfazer as mais diversas necessidades de recursos.

Dentre as grandes instituições que atuam no Mercado Financeiro nacional, temos a Bolsa de Valores que movimenta bilhões de reais todos os dias, temos as Corretoras e Distribuidoras de Valores Mobiliários, temos o Banco do Brasil que é o maior banco múltiplo do mercado e ainda faz o papel de agente financeiro do governo mesmo sendo uma Sociedade de Economia Mista.

A Caixa Econômica Federal ou simplesmente Caixa como a conhecemos hoje é uma instituição governamental, uma empresa estatal, com capital 100% controlado pelo governo.

Assim como o Banco do Brasil, a Caixa atual em diversos setores como distribuição de fundos de investimento, gestão de fundos, emissão de cartões de crédito, crédito ao consumidor, a empresas e ainda opera os programas sociais do governos como PIS, FGTS e é o maior financiador da casa própria no Brasil.

Previdência Complementar

Além da área bancária e bolsa de valores o Conselho Monetário Nacional ainda possui uma área ligada à Previdência Complementar ou Planos de Previdência Privada. Trata-se do Conselho Nacional de Previdência Complementar que possui como órgão supervisor a PREVIC – Superintendência Nacional de Previdência Complementar. As entidades de previdência abertos e fechados são supervisionados e regulados pela Previc.

Seguros Privados

Na área de seguros temos o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e o órgão supervisor é a SUSEP – Superintendência de Seguros Privados que regula a área de seguros privados, sejam pessoais ou empresariais. O IRB – Instituto de Resseguros do Brasil é uma das instituições que compõem esse ecossistema.

DEPÓSITOS À VISTA

Os depósitos à vista são os valores que estão na conta corrente ou na poupança. São valores que estão à disposição do poupador a qualquer momento. Esses valores possuem liquidez imediata.

DEPÓSITOS À PRAZO

São valores depositados nos bancos com prazo para resgate. Trata-se principalmente dos recursos depositados nos CDBs – Certificados de Depósito Bancário. Esse produto bancário é muito popular e de simples operação. Existem CDBs pré e pós fixados. Os CDBs pré-fixados normalmente são de curto prazo. Os CDBs pós fixados possuem prazo de até 5000 dias.

Veja no vídeo dicas sobre CDB:

 

Veja no vídeo abaixo algumas dicas sobre Renda Fixa pré e pós-fixada:

No caso da renda fixa privada temos um seguro chamado FGC:

 

Além dos depósitos à vista e dos depósitos à prazo ainda temos os DEPÓSITOS COMPULSÓRIOS.

DEPÓSITOS COMPULSÓRIOS

Depósitos Compulsórios ou Recolhimento Compulsório é uma regra do Banco Central para regular a circulação de moeda na economia.

O Banco Central apresenta detalhes sobre o Compulsório: https://www.bcb.gov.br/htms/novaPaginaSPB/compulsorios.asp

Simplificando o depósito compulsório é parte dos depósitos à vista e à prazo que devem ser recolhidos ao Bacen.

Segundo o Bacen o depósito compulsório atual está em:

 depósitos à vista – 45%

 depósitos a prazo – 36%

 depósitos de poupança – 30%.

O Sistema Financeiro Nacional – SFN é grande e complexo. São muitas instituições e agentes atuando o tempo inteiro.

CRIAÇÃO DE MOEDA ESCRITURAL

Você sabia que os sistema bancário cria dinheiro? Isso mesmo.

As instituições podem ser monetárias ou não-monetárias. O que seria uma instituição não-monetária? Instituições não monetárias ( ou não-financeiras) são as entidades que não fazem captação de depósitos à vista (não operam com depósitos à vista).

Já as instituições financeiras monetárias são aquelas que captam depósitos à vista e com essa atividade “criam moeda“. É o chamado Multiplicador Bancário.

Multiplicador bancário ou Multiplicador monetário é a capacidade que os bancos tem de ampliar a Base Monetária, emprestando dinheiro e cobrando juros.

Olha só como funciona: O banco depositário pode realizar empréstimos com parte do dinheiro do correntista, que dificilmente irá sacar todo o seu dinheiro de uma só vez.

Por lei, o banco precisa guardar apenas uma pequena fração do dinheiro depositado [recolhimento compulsório, que falamos acima], podendo emprestar o restante.

Imagine o seguinte: Uma pessoa deposita R$ 1.000,00 no banco “Bom Crédito” e que o recolhimento compulsório é de 10%. O banco empresta 90% do dinheiro, ou seja, R$ 900,00 para algum cliente.

Imagine que dois clientes peguem esse dinheiro, um R$ 500,00 para pagar alguma dívida e outro R$ 400,00 para comprar uma TV.

Se o vendedor da TV e o que recebeu o pagamento da dívida depositam no banco de preferência dele, o banco “Mais Grana”, temos aí R$ 900,00 depositados em outro banco.

O banco por sua vez também retém 10%.

Então, desses R$ 900,00 vai depositar na conta “Reservas Bancárias” junto ao Banco Central e pode conceder crédito de R$ 810,00 para outro cliente.

Observe que esses R$ 810,00 são oriundos daqueles R$ 1.000,00 iniciais. 

Isso é possível graças ao fenômeno do “multiplicador bancário”. 

Na verdade, não é criado mais moeda física e sim moeda escritural. É aquela que só existe eletronicamente. 

Esse ciclo ocorre várias e várias vezes.

As informações sobre Criação de Moeda Escritural são de: http://www.evplayer.com.br/loja/material-demonstrativo/bacen-sistema-financeiro-nacional-e-sistema-de-pagamentos-brasileiro

CONCLUINDO

Do exemplo de moeda escritural depreende-se que se a qualquer momento todas as pessoas resolverem sacar o seu dinheiro do banco simplesmente seria o caos. Primeiro porque esse dinheiro não existe e depois porque ele não está totalmente disponível.

 

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Mercado de capitais

Enquanto vamos falando de Educação Financeira é preciso que se entenda que existem diversas formas de investimento.

Controlar as finanças é um degrau para se chegar ao objetivo de investir o que se conseguiu poupar.

Dentre as dezenas de possibilidades, vou postar abaixo as opções existentes.

Mercado de capitais

Ao escolher o investimento o perfil do investidor deverá ser levado em consideração. Tradicionalmente a classificação é entre:

  • Conservador – Indivíduo que tem completa aversão ao risco e busca investimentos super seguros como poupança e renda-fixa;

  • Moderado – Indivíduo que aceita correr algum risco mas ‘diversifica’ entre produtos mais arriscados (opções, ações e fundos de ações) e renda fixa e poupança;

  • Agressivo – Indivíduo que está disposto a correr riscos em busca de retornos mais significativos.

Antes de falar dos produtos financeiros é bom lembrar que essa conta deve ser sempre levada em consideração. O investidor precisa pensar todo o tempo em Risco x Retorno. Essas duas variáveis são inversamente proporcionais. Quanto maior o risco, maior a possibilidade de retorno e vice-versa.

Uma corretora é uma instituição que intermedia os negócios entre o investidor e a bolsa de valores. Para se investir em ações é necessário abrir uma conta em uma corretora autorizada a funcionar pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e que esteja regularizada junto à BM&FBovespa (Resultado da fusão da Bolsa de Valores de São Paulo e da Bolsa de Mercadorias e Futuros).

Os produtos que uma corretora ou boutique de investimentos oferecem são:

  • Compra e venda de ações;

  • Compra e venda de opções;

  • Compra e venda de Títulos do Tesouro Nacional (Tesouro Direto);

  • Cotas de fundos de investimentos;

  • Aplicação em mercado futuro com mercadorias, moedas, metais, índices e outros.

O profissional que atua em uma corretora de valores mobiliários é habilitado pela CVM que é quem fiscaliza e regulamenta o mercado de capitais no Brasil. Para oferecer ao cliente boas condições de tomada de decisão o corretor/consultor precisa estar atento aos movimentos do mercado e gozar de sólido conhecimento do assunto.

Investir em ações e/ou qualquer investimento com um maior grau de risco vai exigir coragem e estômago para resistir a perdas possíveis, mas é compensador. Todo ganho tem seus sacrifícios. Nesse caso os sacrifícios são alguns: incerteza, busca por conhecimento, apostar na economia no futuro, abrir mão de consumo imediato para garantir um futuro melhor.

Para começar no mercado financeiro sugiro buscar informações. Tem que fuçar mesmo. Leia livros, faça cursos. Entre no site da bolsa e faça o cursinho on line de introdução ao mercado.

Me mande e-mails, vamos conversar. A gente se ajuda e crescemos. O mercado é cheio de possibilidades. Eu e você podemos ser mais prósperos amanhã.

Navegue por outros posts mais antigos. Buscar conhecimento é essencial para tomar decisões com menores possibilidades de erros em um mercado completamente irracional. Veja http://clebermiranda.wordpress.com/2007/08/22/as-tres-regras-da-fortuna/.

Segue aqui dicas em vídeo sobre:

Poupança e CDB:

 

Investimento na Bolsa:

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Que tal começar a mudar sua vida financeira? Poupe hoje.

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Economia brasileira crescendo como nunca

Vejam abaixo matéria que peguei no financenter.com.br, a matéria original é do Valor

Sustentar o crescimento Algo extraordinário está acontecendo na economia brasileira.
Aparentemente, rompemos o padrão anterior de recuperação e crise cíclicas em 2005. Desde o início de 2006, a economia brasileira vem acelerando o crescimento, saindo do patamar de 3% ao ano para 5% ao ano. Neste ano que se encerra, o PIB deverá crescer mais do que 5% e o fluxo de geração de novos empregos está crescendo 25%, com acréscimo de cerca de 2 milhões de novos empregos formais. O mais relevante é que, desde início de 2004, enquanto o PIB cresceu 15%, a formação bruta de capital fixo cresceu 36%, e com sinais claros de aceleração no período mais recente, o que afasta os perigos de uma aceleração da inflação. Neste processo de aceleração do crescimento podemos perceber algumas mudanças estruturais significativas e deslocamentos nas expectativas de longo prazo do empresariado nacional.
Do ponto de vista estrutural, o dado mais significativo é que a composição da demanda agregada mudou no sentido de maior abertura comercial da economia brasileira. Enquanto as exportações cresceram cerca de 122%, desde o início de 1999, o PIB cresceu 33% no mesmo período. Isto tem diversos significados de extrema importância. Primeiro, abrimos mais a porteira através da qual o Brasil pode trazer para dentro a fronteira tecnológica, através da ampliação das importações, com possibilidades de acelerar o aumento de produtividade nos próximos anos. Segundo, invertemos a tendência dos últimos vinte anos e integramos mais o país ao comércio mundial, cujo dinamismo tem sido a locomotiva do crescimento econômico. Terceiro, ampliando o setor de produção de bens comercializáveis, tornamos a economia brasileira menos vulnerável às súbitas paradas no fluxo de capital do exterior, que vinham sendo sistematicamente a causa das crises cíclicas mostradas no gráfico abaixo. Quarto, com a ampliação da participação das importações na oferta total de bens, tornamos a nossa economia menos suscetível à inflação de demanda, podendo, portanto, o Banco Central conduzir a política monetária com maior flexibilidade.

 

 


 

Uma vez iniciada a aceleração, é preciso construir os pré-requisitos fundamentais para sustentar o crescimento, e há ainda um longo caminho a trilhar

 


 

Está havendo também uma mudança estrutural no sistema de financiamento, com uma verdadeira revolução no mercado de capitais. Apesar da “heróica” resistência do Banco Central e do sistema de crédito bancário, a superoferta de poupança externa, ou a escassez global de ativos, vem reduzindo, dramaticamente, o custo do financiamento de investimentos através da expansão do mercado de capitais (debêntures, securitização de recebíveis e direitos creditórios, emissão de ações, fundos de investimento em participações etc). Em outras palavras, o mercado de capitais está dando um “bay pass” no sistema gerador de altas taxas de juros, ampliando a captação de recursos via instrumentos alternativos de dívida, ações e capital próprio. Neste ano, as operações de debêntures, fundos de investimento em participações e emissões de ações deverão ultrapassar R$ 130 bilhões. Apenas pequena parte destes recursos convertem-se em novos investimentos produtivos, mas, para se ter uma idéia da magnitude, basta lembrar que a formação bruta de capital fixo no ano alcançou R$ 385 bilhões.

Os ciclos longos de expansão são sempre liderados por alguns setores que puxam os demais e por mudanças que provocam expansão da demanda real na economia. Em regra, os candidatos a setores líderes são aqueles que ficaram muito defasados no período anterior ou associados a inovações tecnológicas. Neste sentido, já estão ocorrendo deslocamentos das percepções de oportunidades de investimentos lucrativos em setores como habitação, infraestrutura física e educação, onde acumulamos enormes déficits nas últimas duas décadas. O mesmo está ocorrendo nos setores de energia e associados à tecnologia de informação, onde as inovações deverão ter impactos significativos, elevando a lucratividade. Existem também deslocamentos trazidos pelo sucesso das estratégias de crescimento da Ásia, particularmente da China e Índia, e são direcionados ao setor agropecuário. Assim, já é perceptível deslocamentos nas expectativas dos empresários em relação às oportunidades de investimentos.

É importante lembrar também que a aceleração do crescimento neste ano resultará em elevação da lucratividade das empresas e, se ela persistir nos próximos anos, as elevadas taxas de juros deixarão de ser obstáculos maiores ao financiamento dos investimentos, pois em regra os fundos internos participam com mais do que dois terços dos recursos destinados a investimentos produtivos das empresas não-financeiras. Taxa de juros elevada será mais um problema de natureza fiscal e cambial, por provocar desestabilização na conta de capitais, que cria obstáculo ao investimento.

As experiências históricas de crescimento acelerado por décadas mostram que o período de transição da estagnação ou semi-estagnação para este crescimento acelerado pode levar cinco anos para se consolidar. A aceleração inicial tem as causas mais variadas. No caso brasileiro tem sido um fantástico choque positivo nos termos de troca e oferta abundante de recursos internacionais a taxa de juros bastante baixa. Uma vez iniciada a aceleração, é preciso construir os pré-requisitos fundamentais para a sustentação do crescimento: elevação da taxa de investimento, desenvolvimento de mecanismos que evitem a apreciação da taxa de câmbio e que tragam estabilidade e reformas institucionais, removendo os obstáculos aos investimentos. Percorremos dois anos de aceleração, mas há ainda um longo caminho a trilhar.
Yoshiaki Nakano, ex-secretário da Fazenda do governo Mário Covas (SP), professor e diretor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas – FGV/EESP, escreve mensalmente às terças-feiras.
http://www.funcex.com.br/

 

Valor Econômico

Crescer como nunca, É PRA JÁ!