Analfabeto Financeiro

Analfabeto Financeiro

Prezados amigos, o Brasil luta (a passos de tartaruga) para erradicar o analfabetismo da vida de milhares de pessoas (hoje, aproximadamente 14 Milhões de pessoas são analfabetas absolutas), entretanto, mesmo para os letrados há outro tipo de analfabetismo, o Financeiro. Veja no texto abaixo se você é um analfabeto financeiro.

Além do analfabetismo numérico, os tupiniquins, em geral, não são chegados em números, a turma anda muito mal quando o assunto é entender o capitalismo e o sistema financeiro.

Veja abaixo matéria do OUL Mídia Global, do Freakonomics.

Freakonomics: sobre o capitalismo, o melhor sistema econômico já inventado, e o analfabetismo financeiro

Stephen J. Dubner e Steven D. Levitt

Ainda não jogue fora seu capitalismo
A turbulência na economia americana fez muitas pessoas atacarem o capitalismo, por um bom motivo: o capitalismo é inerentemente turbulento. Este é motivo para Joseph Schumpeter, o lendário economista de Harvard, chamá-lo de “destruição criativa”.

Dito isso, muita gente (inclusive eu) ainda assim considera o capitalismo como o melhor sistema econômico já inventado. Ele é perfeito? Dificilmente. Quando penso no capitalismo, eu penso no que Churchill certa vez disse sobre a democracia: “A democracia é a pior forma de governo, salvo todas as outras formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos”.

Uma boa forma de apreciar seu próprio sistema bom mas imperfeito é visitar o sistema pior e mais imperfeito de outro país. Aqui está o exemplo de um livro interessante que estou lendo -” The Gridlock Economy”, de Michael Heller, um professor de lei imobiliária da Universidade de Colúmbia:

“No final de 1991, enquanto a União Soviética estava ruindo, eu viajei para Moscou como parte de uma equipe do Banco Mundial. O novo governo de Boris Yeltsin queria saber o que era preciso para criar uma economia de mercado em um país sem memória viva do capitalismo.”

“Eu fiquei impressionado em quanto o socialismo inverteu as coisas. No inverno de Moscou, meus amigos deixavam suas janelas abertas para os apartamentos não superaquecerem. Por quê? A energia não tinha um preço, de forma que não havia termostatos. Todo mundo viajava grandes distâncias para trabalhar. Por quê? Terrenos e transporte não tinham um preço, de forma que Moscou tinha chalés próximos do centro da cidade e altos prédios de apartamentos nos subúrbios distantes. Milhões estavam socados em conjuntos habitacionais obsoletos, mas não havia como desenvolver os terrenos próximos. Estes custos se tornaram visíveis tão logo os russos começaram a atribuir um preço aos terrenos, à energia e outros recursos no valor de mercado mundial. A transição foi dolorosa.”

Provavelmente nos faria bem perceber que o atual barulho em torno dos aumentos dos preços nos Estados Unidos é, na verdade, o som de muitos ovos sendo quebrado, o que de forma moderada poderá ser uma boa coisa para muitas pessoas. A dor do momento é real, mas também é a força do sistema.

Stephen J. Dubner

Você é financeiramente letrado?
Quão importante é a disseminação do conhecimento financeiro para a saúde de uma sociedade moderna?

Bem, eu diria que muito.

Assim como Annamaria Lusardi, uma professora de economia do Dartmouth College, que sabe e cuida da alfabetização financeira mais do que qualquer outra pessoa que você provavelmente encontrará.

Em uma sociedade com um sistema financeiro moderno e bem complexo como os Estados Unidos, provavelmente não é um bom sinal o fato de mais da metade de seus cidadãos não serem capazes de lidar com economia básica, como mostrado em um novo estudo de Lusardi, intitulado “Alfabetização Financeira: Uma Ferramenta Essencial para uma Opção Informada pelo Consumidor?” Entre os conhecimentos básicos estão saber como um cartão de crédito realmente funciona; entender a beleza do juro composto e o horror de pagar o valor mínimo do cartão de crédito; saber como economizar e investir mesmo quando pensa que não pode etc.

E nem mesmo tocamos nas questões macroeconômicas mais simples, como oferta e demanda. É possível imaginar quão diferente seria a cobertura estridente do noticiário a respeito do aumento dos preços da gasolina caso o público (e a mídia) se importasse ao menos um pouco em saber como a economia de fato funciona?

Então, o que pode ser feito? Eu procurei Lusardi para algumas respostas que podem mostrar se uma pessoa é ou não um analfabeto financeiro.

P.: Como se compara a alfabetização financeira nos Estados Unidos a de outros países desenvolvidos?

R.: Esta é uma pergunta difícil de responder porque, como você pode saber a partir do meu trabalho, quase nenhuma pesquisa (nacional) conta (ou contava) com informação para medir a alfabetização financeira. Além disso, nós não dispomos de um conjunto consistente de perguntas sobre alfabetização entre os países. Mas a julgar por algum trabalho que tenho feito, comparando os Estados Unidos com a Holanda e a Itália, e pelo Relatório para Melhoria da Alfabetização Financeira da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, eu posso dizer que os outros países desenvolvidos enfrentam o mesmo problema de amplo analfabetismo financeiro. O analfabetismo financeiro pode até ser pior nos outros países do que nos Estados Unidos.

P.: Se você fosse presidente dos Estados Unidos por um dia (ou mais), quais seriam os cinco itens de alfabetização financeira que tentaria ensinar a todos?

R.: Se fosse presidente por um dia, eu gostaria que os seguintes assuntos fossem ensinados no colégio:

  1. O básico sobre como os mercados funcionam. Coisas como: é a lei da oferta e demanda que determina os preços em mercados competitivos e a taxa de juros é o preço do dinheiro.

  2. O valor temporal do dinheiro e o funcionamento do juro composto: porque muitos pagamentos nas finanças acontecem em pontos diferentes do tempo, é preciso saber como comparar os pagamentos. O desconto está na base do preço de um ativo. Qual é o preço dos títulos? É o valor no presente de seus pagamentos. A composição dos juros é um conceito fundamental e exige um pouco de matemática. É muito importante entender a composição dos juros para poder apreciar plenamente a importância de começar a economizar cedo e como tomar empréstimos e administrá-los.

  3. O conceito básico de risco e o funcionamento da diversificação do risco e seguro: muitas das decisões sobre poupar e investir estão ligadas a como lidar com o risco.

  4. Contabilidade básica: para saber os valores líquidos é preciso subtrair ativos e obrigações, e que faz uma grande diferença entre escolher preços de mercado e preços contábeis.

  5. Direitos e responsabilidades dos consumidores e instituições. As pessoas precisam saber que há uma Sociedade Federal de Seguro de Depósito, que os depósitos bancários são seguros (até US$ 100 mil) e que não há necessidade de fazer fila para sacar depósitos; elas precisam saber quem tem e não tem deveres fiduciários e o que significa o uso de um consultor financeiro (você não pode processá-los em caso de queda do mercado de ações).

Stephen J. Dubner

Tradução: George El Khouri Andolfato

Educação Financeira

Um amigo que postou comentário aqui no blog me falou a respeito de Educação Financeira. O Fernando Blanco tem um blog muito bom sobre crédito. Exatamente, esse ser que está corroendo as economias, ou a falta delas, dos brasileiros todos os dias em horário nobre.

Como eu trabalho na Educação fica fácil tratar do tema. Acho mesmo, como já disse outras vezes, que nós carecemos de educação financeira de berço no Brasil. Também acho que deveríamos ensinar finanças na escola, desde cedo.

Eu faço a minha parte com sobrinhos e agregados da família. Todos eles tem ‘cofrinho’ e a gente sempre conversa com eles.

Napoleon Hill diz que não existe sucesso na vida sem economizar. Viva!

Isso dito pelo maior escritor sobre sucesso pessoal que já existiu. Vou me esforçar para falar cada vez mais de educação financeira. Eu me dedico a isso. Quero recuperar o quebrados e ajudar outros a não quebrarem.

Vamos dar uma forcinha para que o nosso país seja grande e fornte. POUPANDO.

Aprender de finanças para economizar, investir e enriquecer.

É PRA JÁ!

Vamos adiante

EM UMA DISTANTE CAPITAL

 

OUVI FALAR QUE EM UM PAÍS DISTANTE, ONDE A DEMOCRACIA AINDA NÃO CHEGOU, ONDE  O NÍVEL DE VIDA E DISTRIBUIÇÃO DE RENDA SÃO HORRÍVEIS, OS REPRESENTANTES DO POVO ESTAVAM USANDO O DINHEIRO DOS IMPOSTOS EM FAVOR PRÓPRIO, CORROMPENDO PESSOAS, EMPRESAS E INSTITUIÇÕES. NESSE PAÍS AS PESSOAS ACREDITAM QUE ISSO É NORMAL E FAZ PARTE DA VIDA.

 

Prezado amigo, eu me recuso a achar que isso é normal. Me recuso a achar que os seres humanos desse país, assim como os dos demais, criados para serem perfeitos, possam tratar o próximo dessa maneira. Ah, deve ser brincadeira de alguém.

 

Todos os dias somos assaltados por notícias vindas da distante Brasília de alguma falcatrua ou esperteza para que os mesmos continuem fazendo as mesmas coisas.

 

Eu me recuso a achar que todos são iguais, me recuso a dizer que são todos farinha do mesmo saco. Enquanto um país gigantesco tenta se levantar puxando os próprios cabelos, os senhores de sempre estão lá, se locupletando e se digladiando por migalhas e trocadinhos dos nossos impostos.

 

Realmente, a política é muito importante para ser deixada nas mãos dos políticos. O que esses caras propõem para o futuro do seu filho?

Qual é o compromisso deles com o futuro das próximas, e caramba por que não, desta geração?

 

São os mesmos, os que choram em palanque, os que abraçam criancinhas, que beijam mulheres maltrapilhas e sujas, sobem o morro com um exército de bem-alimentados, sorrindo, acenando, prometendo e mentindo, mentindo muito.

 

Proponho que tenhamos memória. Que nos lembremos de quando um povo unido derrubou um presidente corrupto, alguém se lembra de seus aliados? Pois bem, são os mesmos que hoje cobram salários milionários para votarem isso ou aquilo. Não acreditam em nada, nem em ninguém. Não são fiéis a nada, nem a ninguém.

 

Enquanto isso, temos mais o que fazer, temos mais para aprender e ensinar. Só mantendo os atuais níveis de ignorância do povo é que continuaremos a ver cenas dessa natureza em horário nobre.

 

Outro dia na Espanha, em uma semana as pessoas derrubaram um governante pelo simples fato de que todos se conscientizaram de que esse governante (líder) havia mentido.

 

Qual o credo dos nossos líderes? O que estão tentando nos ensinar? Como querem ser lembrados? A esperteza e o oportunismo tomam conta das pessoas, o descrédito é generalizado.

 

Proponho então, desligue a TV. Você não precisa deles. Trabalhe, estude, ensine, viva, mas viva tudo o que você acredita. Converse com as pessoas sobre as coisas que esquentam seu sangue. É assim, fazendo o trabalho de um, dois, três, cem ou mil, que vamos nos livrar desses canalhas.

 

Como diz o Ricardo Jordão, não importa quanto tempo vai levar. Eu e você podemos, e se você não topar, eu vou assim mesmo. Eu acredito e eu quero.

 

Se é preciso fazer algo quanto a isso?

 

É pra já. Vamos adiante. Uma vida melhor, para todos. Não importa quanto tempo vai levar.

 

 

CLÉBER JOSÉ DE MIRANDA

cleber.miranda@oi.com.br

Texto escrito no primeiro semestre de 2005, no auge da crise do mensalão. Mudou muita coisa?

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Mão de Vaca

Descobri um blog aqui do WordPress mesmo chamado Blog do Mão de Vaca.

O cara é uma figura rara. Gostei. Acho que tratar de finanças pessoais pode ser divertido. Você não vai me ver usando palavrões, mas tratar da sua grana precisa ser legal. Dinheiro é uma coisa séria, boa, muito boa e precisa ser divertida.

Blog do Mão de Vaca. O cara tem os mandamentos do mão de vaca e tudo mais. Segundo o autor ‘comprar nunca é um bom negócio. A menos que você possa vender pelo dobro do preço depois’. Esse cara sabe mesmo das coisas. Recomendo.

É PRA JÁ!

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