Vamos adiante

EM UMA DISTANTE CAPITAL

 

OUVI FALAR QUE EM UM PAÍS DISTANTE, ONDE A DEMOCRACIA AINDA NÃO CHEGOU, ONDE  O NÍVEL DE VIDA E DISTRIBUIÇÃO DE RENDA SÃO HORRÍVEIS, OS REPRESENTANTES DO POVO ESTAVAM USANDO O DINHEIRO DOS IMPOSTOS EM FAVOR PRÓPRIO, CORROMPENDO PESSOAS, EMPRESAS E INSTITUIÇÕES. NESSE PAÍS AS PESSOAS ACREDITAM QUE ISSO É NORMAL E FAZ PARTE DA VIDA.

 

Prezado amigo, eu me recuso a achar que isso é normal. Me recuso a achar que os seres humanos desse país, assim como os dos demais, criados para serem perfeitos, possam tratar o próximo dessa maneira. Ah, deve ser brincadeira de alguém.

 

Todos os dias somos assaltados por notícias vindas da distante Brasília de alguma falcatrua ou esperteza para que os mesmos continuem fazendo as mesmas coisas.

 

Eu me recuso a achar que todos são iguais, me recuso a dizer que são todos farinha do mesmo saco. Enquanto um país gigantesco tenta se levantar puxando os próprios cabelos, os senhores de sempre estão lá, se locupletando e se digladiando por migalhas e trocadinhos dos nossos impostos.

 

Realmente, a política é muito importante para ser deixada nas mãos dos políticos. O que esses caras propõem para o futuro do seu filho?

Qual é o compromisso deles com o futuro das próximas, e caramba por que não, desta geração?

 

São os mesmos, os que choram em palanque, os que abraçam criancinhas, que beijam mulheres maltrapilhas e sujas, sobem o morro com um exército de bem-alimentados, sorrindo, acenando, prometendo e mentindo, mentindo muito.

 

Proponho que tenhamos memória. Que nos lembremos de quando um povo unido derrubou um presidente corrupto, alguém se lembra de seus aliados? Pois bem, são os mesmos que hoje cobram salários milionários para votarem isso ou aquilo. Não acreditam em nada, nem em ninguém. Não são fiéis a nada, nem a ninguém.

 

Enquanto isso, temos mais o que fazer, temos mais para aprender e ensinar. Só mantendo os atuais níveis de ignorância do povo é que continuaremos a ver cenas dessa natureza em horário nobre.

 

Outro dia na Espanha, em uma semana as pessoas derrubaram um governante pelo simples fato de que todos se conscientizaram de que esse governante (líder) havia mentido.

 

Qual o credo dos nossos líderes? O que estão tentando nos ensinar? Como querem ser lembrados? A esperteza e o oportunismo tomam conta das pessoas, o descrédito é generalizado.

 

Proponho então, desligue a TV. Você não precisa deles. Trabalhe, estude, ensine, viva, mas viva tudo o que você acredita. Converse com as pessoas sobre as coisas que esquentam seu sangue. É assim, fazendo o trabalho de um, dois, três, cem ou mil, que vamos nos livrar desses canalhas.

 

Como diz o Ricardo Jordão, não importa quanto tempo vai levar. Eu e você podemos, e se você não topar, eu vou assim mesmo. Eu acredito e eu quero.

 

Se é preciso fazer algo quanto a isso?

 

É pra já. Vamos adiante. Uma vida melhor, para todos. Não importa quanto tempo vai levar.

 

 

CLÉBER JOSÉ DE MIRANDA

cleber.miranda@oi.com.br

Texto escrito no primeiro semestre de 2005, no auge da crise do mensalão. Mudou muita coisa?

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