O que fazer em tempos de Crise? 2 Dicas essenciais

Nesses tempos de crise e juros altos o que você está fazendo?
Pesquisas relatam que o ‘ajuste fiscal’ chegou nas famílias brasileiras e as pessoas estão adiando consumo, renegociando dívidas e mudando planos.

Pode ser que existam oportunidades de Renda Extra a serrem exploradas nessa época.

A Selic está em 14,25% ao ano e os juros no Cheque Especial atingem 300% ao ano. Os juros do cartão de crédito estão proibitivos.
Dicas do que fazer nesses tempos de vacas magras que tossem.

 

Dívidas
Dívidas

Dica 1 – Corte Gastos
Passe um pente fino nas suas despesas. Corte o que não é essencial.

Repense cada despesa. Liste tudo o que você compra.

Verifique conta de água, luz e telefone. Reúna a família. Observe se não existem desperdícios.

Dica 2 – Mude hábitos de consumo
Você nunca foi de pechinchar? Que tal começar?
Tempos de crise não são bons momentos para frescura. Negocie o preço de tudo, chore, reclame. Não tem jeito. Seu dinheiro é suado. O meu é. É duro ganhar, assim, deve ser difícil tirar R$ 1,00 do seu bolso.

Compartilhe conosco o que tem feito para enfrentar a crise.

Você cortou gastos?
O que cortou?
Mudou algum hábito de consumo?

Conte para nós.
Tempos difíceis, vamos compartilhar.

Nesse esforço de recuperação financeira, pergunte a si mesmo e à sua família como se livrar das dívidas.

Nunca menospreze a possibilidade de renegociação de dívidas e pacotes, seja de internet, tv ou celular.

Para mudar você precisa ser honesto consigo mesmo e com sua família.

 

Cléber Miranda

 

 

Os perigos do Cartão de Crédito

CARTÃO DE CRÉDITO

O Cartão de crédito é inegavelmente um instrumento de crédito que facilita a vida no dia-dia. Poder comprar sem usar dinheiro é mais seguro. O famoso dinheiro de plástico é universalmente aceito em todos os ramos da economia e notadamente no varejo.

cartao de credito
Cartão de Crédito

Qualquer quitanda, lanchonete, loja de roupas, posto de gasolina aceitam essa modalidade de pagamento.

Grandes bandeiras internacionais dominam o setor: Visa e Mastercard. O que nasceu de uma reunião de pessoas (clube) privativo logo virou opção de crédito para milhões de consumidores.

Todos os bancos comerciais possuem cartões de crédito. Alguns deles de várias bandeiras diferentes. As financeiras e os bancos regionais também já lançaram mão dessa modalidade de financiamento ao consumidor.

É possível falar longamente dos benefícios do cartão de crédito, porém, ele não tem apenas benefícios.

Alguns especialistas são radicais quanto ao cartão de crédito e não recomendam o seu uso. Não é o meu caso. O cartão de crédito, se bem utilizado como orienta Reinaldo Domingos em Terapia Financeira, pode ser seu aliado.

Os cuidados

•O primeiro cuidado é não pensar que o cartão de crédito seja dinheiro. Seu limite do cartão não significa que você possui aqueles recursos (o mesmo vale para o cheque especial);
•Acompanhe os gastos para saber se cabem no orçamento;
•Verifique a data de vencimento e aproveite a possibilidade de até 40 dias para pagar comprando alguns dias antes do vencimento da fatura;
•Evite possuir muitos cartões para evitar tentações e confusões;
•Não coloque o cartão em débito automático, é importante verificar na fatura se não há cobranças indevidas ou taxas que você não contratou;
•Não permita que a fatura do cartão de crédito seja a sua maior despesa do mês;
•Nunca, jamais, em hipótese alguma pague o mínimo do cartão de crédito. Esse é um ponto que merece destaque. Os juros do rotativo do cartão de crédito são os mais altos do mercado. Estão acima de 10% AO MÊS. Só para fazer uma comparação a Taxa Selic está hoje em 8,25% AO ANO (2010). Essa taxa é uma monstruosidade e uma verdadeira ‘fábrica de empobrecimento’.

Quando se está no shopping center fazendo compras e se divertindo muito cuidado com a ilusão de poder que o cartão e outros instrumentos de crédito proporcionam. A fatura uma dia vai chegar. Em geral você até sabe o dia dela chegar.

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Cartão de crédito – o vilão do endividamento

Reproduzo post da Silvia Alembert do wikisite Dinheiro é Bom e Eu Gosto do Limão:

Novamente o cartão de crédito é o vilão do endividamento.

Sem nenhum planejamento financeiro, com o desemprego batendo à porta, com a tentação das propagandas incentivando compras a prazo (e longos prazos…), não dava para visualizar outro cenário, a não ser este descrito abaixo.

E de novo o ensinamento: “Se você não tem dinheiro para comprar à vista, você não pode comprar de jeito nenhum!”

Cartão de crédito é o maior vilão do endividamento

Marinella Castro – Estado de Minas

20.07.2009

Nos últimos cinco anos, o peso das compras parceladas engoliram o orçamento do consumidor, sendo responsável por quase 70% das contas em atraso. O cartão de crédito é o principal vilão do índice. De 2004 para cá, o dinheiro de plástico ganhou espaço, competindo com o cheque e o crediário. Mas a facilidade de fazer prestações, para adquirir desde eletrodomésticos até alimentos e serviços do salão de beleza, chegou com o descontrole das finanças. No período, o peso dessa forma de pagamento quase dobrou no comprometimento do orçamento doméstico, saltando de um percentual de 20% para 37%. Entre as dívidas do consumidor, o cartão passou da quinta colocação no ranking das contas em atraso para o primeiríssimo lugar, ultrapassando com folga até mesmo os atrasos com as contas de luz, que historicamente têm ocupado posição de destaque no pódio do desequilíbrio financeiro.
 

Juntas, as dívidas com os cartões de crédito, o chamado private label (cartão de lojas) e as prestações em geral respondem por mais de 67% das contas em atraso. Os dados comparativos estão no Índice de Confiança do Consumidor (ICC), medido em junho de 2004 e junho deste ano, pela Fundação Ipead/UFMG, em parceria com a Federação do Comércio de Minas Gerais (Fecomércio-MG).

Em junho de 2004, o cartão de crédito aparece entre as cinco maiores dívidas do brasileiro. Daí em diante o movimento é ascendente. Em 2006, a modalidade ganha duas posições, ocupando o terceiro lugar, e este ano dispara como líder absoluto. “O planejamento e a educação financeira não chegaram com a mesma velocidade que a ampliação do crédito, e é aí que está o risco”, comenta a coordenadora do Departamento de Economia da Fecomércio-MG, Silvânia Araújo. Segundo ela, o despreparo do brasileiro para administrar o crédito aparece em diversas faixas de renda, sendo pago com elevadas taxas de juros. “O crédito é importante, mas, se não é planejado, tem um lado perverso.”

A vendedora Ivani Dutra Ribeiro está a procura de um novo emprego. Enquanto isso, tenta equilibrar as finanças com o auxílio do crédito. Hoje, a vendedora tem um cartão comercial e um private label, mas o número de bandeiras em sua carteira já foi maior. Ela decidiu reduzir a quantidade exatamente para cortar gastos. “O cartão é muito bom pela facilidade de comprar com prazos. O risco é que a gente gasta um dinheiro que não tem. Já fiquei descontrolada algumas vezes e agora presto atenção.” Para pagar as contas em dia, a consumidora entrou em uma espécie de ciranda. “Saco dinheiro de um cartão para pagar o outro. Assim não atraso as contas”, explica.

A facilidade para comprar pagando com um dinheiro que muitas vezes não tem em caixa fez o número da inadimplência crescer. Apesar disso, os cartões de crédito ainda têm espaço a conquistar. “As altas taxas de juros compensam a inadimplência. Os últimos números do setor mostravam que cerca de dois terços da população economicamente ativa ainda não têm cartão de crédito”, comenta Miguel José de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

Entre as dívidas que mais pesam no orçamento doméstico, despesas básicas têm destaque. O aluguel perdeu espaço, entre 2004 e 2009, reduzindo seu peso no orçamento doméstico de 13% para 4%. O uso da água também está mais programado e o peso do item foi reduzido no período de 34% para 19%. Já a conta de luz continua pesando no endividamento das famílias. “Existe um espaço entre o atraso da conta e o corte do serviço, daí a liderança do item”, lembra Silvânia Araújo. Ela ressalta também o crescimento do consumo de eletrodomésticos nos últimos anos.

Câmara aprova educação financeira nas aulas de matemática

Leia no UOL Educação:
Agora vamos precisar ensinar aos professores para eles repassarem para a garotada. Muito boa iniciativa.
Cléber Miranda - Educação Financeira
Cléber Miranda – Educação Financeira

Comendo hoje para pagar amanhã!!!

Segue abaixo post da Silvia Alembert da comunidade Dinheiro é Bom e eu Gosto do site de relacionamentos Limão.com, Silvia desenvolve a metodologia The Money Camp no Brasil. Muito instrutivo e um bom relato do estado das finanças das pessoas comuns no Brasil.

 

Esta reportagem saiu no jornal de Minas, mas é o que vem acontecendo com muitas das famílias brasileiras.

Pagar supermercado com cartão de crédito só dá certo se for feito um planejamento muito rigoroso, para que o cartão seja quitado na data do vencimento com o valor total da fatura.

O melhor ensinamento ainda é: “Se você não tem dinheiro para comprar à vista… você não tem dinheiro para comprar de jeito nenhum!”

Se a grana tá curta, não adianta empurrar as despesas com a alimentação pra frente. Você só vai arrumar mais problemas com dinheiro.

Lembre-se: o negócio dos bancos e administradoras de cartões de crédito é fazer dinheiro em cima do SEU dinheiro! 

 

cartao de credito
cartao de credito

CARTÃO DE CRÉDITO

Fonte: Estado de Minas

“Recorrer ao crédito nos supermercados e nas feiras para pagar a comida que ficou mais cara este ano pode representar ameaça certeira de rombo no orçamento. Por trás das ofertas e benefícios oferecidos nas compras a prazo de alimentos em Belo Horizonte, os juros cobrados do cliente chegam a 5,04% ao mês, em média, na fatura dos cartões próprios das redes varejistas, quase 10 vezes mais que a inflação medida em junho na capital mineira, de 0,52%. A dona-de-casa nem precisa fazer as contas para perceber o tamanho do encargo. Basta observar que apenas no mês passado a taxa superava toda a alta do custo de vida nos últimos 12 meses (de 4,06%), apurada pela Fundação Ipead, vinculada à UFMG.

Se a opção for pelos cartões de bandeira dos bancos ou das administradoras, parceiros ou não dos supermercados no crediário, a dívida pode crescer ao ritmo de até impagáveis 17% ao mês, num único momento em que a fatura deixar de ser liqüidada integralmente. “É onde mora o perigo”, alerta Miguel José Ribeiro de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional de Executivos de Finanças e Administração (Anefac). Diferente da compra parcelada eventual de eletrodomésticos ou artigos de cama e mesa, os alimentos são uma despesa regular bancada com o salário de todo mês. As parcelas do financiamento no cartão vão se acumulando a cada nova compra, sem que a dívida anterior tenha sido encerrada.

O cliente que descuidar do controle dos parcelamentos ou deixar de pagar todo o valor de cada fatura cairá na armadilha dos juros. “O problema é que a dona-de-casa ou o chefe de família estão comprometendo o salário de amanhã para comer hoje. Se deixam de pagar, vão assumir uma dívida altíssima”, afirma Ribeiro de Oliveira. (…)”

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Brasileiros endividados

Ontem eu assisti ao Globo Repórter sobre brasileiros endividados.

Falar de Finanças Pessoais está na moda. Vai aparecer cada vez mais gente endividada agora que o crédito está ficando caro de novo.

Crédito caro dificulta muito a vida de todos.

Nesse novo cenário econômico que temos no Brasil, com juros mais altos e os bancos extremamente seletivos na concessão de crédito a coisa vai ficar feia. Por quê?

Porque muitos bancos que vendiam facilidades como o crédito consignado quase irresponsável, estão quebrando e serão incorporados pelo BB e pela Caixa.

Essa quebradeira de banco ocorrei no mundo todo.

A oferta de crédito está sumindo aos poucos, começa a faltar para os bancos no interbancário, no crédito às exportações e por último chega ao varejo. Isso ainda não vai prejudicar muito o natal, mas…. na volta às aulas….

As notícias que recebo, os e-mails e relatos são estarrecedores. As pessoas estavam pegando empréstimos consignados para consumo, simplesmente estavam ‘comendo’ o dinheiro caro.

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Mão de Vaca

Descobri um blog aqui do WordPress mesmo chamado Blog do Mão de Vaca.

O cara é uma figura rara. Gostei. Acho que tratar de finanças pessoais pode ser divertido. Você não vai me ver usando palavrões, mas tratar da sua grana precisa ser legal. Dinheiro é uma coisa séria, boa, muito boa e precisa ser divertida.

Blog do Mão de Vaca. O cara tem os mandamentos do mão de vaca e tudo mais. Segundo o autor ‘comprar nunca é um bom negócio. A menos que você possa vender pelo dobro do preço depois’. Esse cara sabe mesmo das coisas. Recomendo.

É PRA JÁ!

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O que fazer? Por que fazer? Como fazer?

Imagine a pior situação financeira que alguém possa enfrentar. Embora eu prefira falar de riqueza e prosperidade, tenho que ajudar as pessoas em dificuldade a se recuperar.

Quando você tem dívidas e as entradas são menores do que as saídas, o que fazer?

 

 

Vou postar sequencialmente aqui o plano de ação da recuperação financeira:

Oque fazer? Como fazer? Porque fazer? Quando fazer? Quanto custa?

  1. Registre todos os gastos;

  2. Registre todas as dívidas;

  3. Classifique as dívidas por ordem de juros e encargos financeiros;

  4. Converse com cada credor. Apresente a ele a sua situação. Isso não é humilhante, pelo contrário, vai mostrar que você é bom intensionado e quer colocar a vida em ordem;

  5. Olhe bem para as suas despesas e CORTE todos os supérfluos, tudo o que não é item de sobrevivência;

  6. Água, luz, telefone, gás e outros como esses devem ser observados, dá pra economizar fechando a torneira e apagando a luz. Isso não é ‘pão-duragem’, isso chama-se responsabilidade;

  7. Explique para a família o seu plano de recuperação, eles vão entender. É necessário ter aliados no seu projeto de se restabelecer financeiramente;

  8. Pense em quanto ganha por dia (divida seu salário ou renda mensal por 30). Você precisa ter superávit (saldo positivo) todos os dias. Isso vai te animar. Otimismo é importante. Se vir que está no caminho certo vai se energizar para continuar;

  9. Elabore o Orçamento de Guerra. Classifique os seus gastos da seguinte forma:

  • A. Alimentar
  • B. Básico
  • C. Contornável
  • D. Desnecessário

Logo de cara elimine tudo o que classificou como D. Afinal é desnecessário e os tempos não estão para desperdício. Os itens classificados como C devem ser restringidos e controlados, no mínimo 50% de corte. Os itens A e B são essenciais, mas é possível observar uma possível substituição de marca, uma economia de água, luz, combustível, celular e outros.

O Orçamento de Guerra eu aprendi no livro do Willian Eid Júnior e Fábio Gallo Garcia da Publifolha.

Recuperar as contas para sobrar e viver em abundância.

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Sete itens para você avaliar antes de se endividar

Sophia Camargo

Em tempos de crédito farto, em que o dinheiro praticamente bate à nossa porta, é preciso ser forte para resistir à tentação de pagar juros por algo que não é necessário só porque está disponível e fácil de usar.

O consultor de finanças pessoais Louis Frankemberg é incisivo quando diz que a qualidade de vida e o pagamento de juros são grandezas inversamente proporcionais. Ou seja, quem paga muitos juros tem pouca qualidade de vida.. Para o especialista, as pessoas ainda não se deram conta de quanto é verdadeira essa afirmação. “Uma coisa é dizer que posso gastar uma parte do meu salário com lazer e outra é dizer que vou gastar com pagamento de dívidas”, diz ele.

Para aumentar sua qualidade de vida, preparamos este roteiro com sete itens que farão você refletir se está na hora se endividar.

Passo 1. Avalie a urgência da compra
O conselho do professor Fabio Gallo, que dá aulas de Finanças na PUC e na FGV em São Paulo, é que antes de se deixar envolver por apelos do tipo “você merece” ou “realize todos os seus sonhos”, responda com sinceridade à seguinte pergunta: eu preciso fazer esta compra ou eu apenas quero?

Passo 2. Faça o planejamento financeiro
Ainda que precisar, não se endivide sem antes planejar o orçamento doméstico. É fundamental saber quanto é possível gastar sem comprometer as despesas fixas como conta de água, luz, telefone, escola, plano de saúde, etc., devendo ainda deixar uma reserva para emergência.

Passo 3. Verifique qual a sua capacidade de endividamento e não ultrapasse este limite
Não adianta gastar mais do que ganha, porque depois não vai conseguir pagar. “Descubra qual é a sua capacidade de endividamento, que não é um número fixo para todas as pessoas. Uma vez definida, não deve ser ultrapassada de forma alguma”, diz o professor Gallo. Em financiamentos da casa própria, por exemplo, os bancos não costumam aceitar um comprometimento da renda superior a 25%. Este poderia ser um parâmetro para outros endividamentos.

Passo 4. Prefira sempre pagar à vista
Outro aspecto importante é avaliar se a necessidade da compra é imediata ou se dá para esperar um pouco. Se der, tente seguir a regra de ouro para nunca ficar endividado: primeiro poupe, depois compre. “O ideal seria nunca precisar de crédito”, diz o professor Gallo. O conselho faz todo o sentido quando lembramos que, junto com o crédito, vem também o pagamento dos juros. “E o Brasil continua a ocupar a posição nada honrosa de segundo país com juros mais altos do mundo”, lembra o professor.

Passo 5. Peça descontos
Segundo Louis Frankemberg, no Brasil as pessoas não têm o hábito de pagar à vista, nem de fazer o planejamento financeiro. Por isso, gastam em média 20% do que ganham com juros. O ideal seria pagar à vista e pedir desconto. “Se a loja te oferece 5% de desconto à vista, as pessoas desprezam, mas é um ótimo negócio. Que aplicação financeira rende 5% na hora?”
Além disso, não se deve ter vergonha de pechinchar. Pesquise os preços e peça descontos. Prefira comprar com quem oferece um abatimento no preço. Se o lojista divide o preço à vista em seis vezes no cartão, é claro que há juros embutidos no preço. Exigir o desconto mostra inteligência.

Passo 6. Cuidado com cheques pré-datados
Outro erro é sair por aí passando cheques pré-datados sem controle. Para quem tem um salário que não é elástico, deve pesar cada real antes de gastar. “No primeiro mês você está devendo para um ou dois. No segundo mês, já deve para três ou quatro. No quarto ou quinto mês, logicamente você já perdeu a conta de quanto está devendo”, resume Frankemberg.

Passo 7. Fuja do crédito rotativo do cartão de crédito
O cartão de crédito é um risco à parte. Nunca se deve consumir demais e começar a pagar só o mínimo, porque os juros fazem a dívida se multiplicar em pouco tempo. Quando isso acontece, dificilmente a pessoa consegue pagar a dívida sem ter que se desfazer de algum bem ou solicitar outro empréstimo. “É uma das piores formas de financiamento”, diz Gallo.

Quem põe em prática o planejamento financeiro, pode até realizar os desejos do “eu quero”, sem comprometer o orçamento. Como lembra o professor Gallo, administrar o dinheiro que se tem, seja muito ou pouco, não é uma técnica de pão-durismo, mas uma forma de fazer com que o dinheiro trabalhe sempre a seu favor.

Se você ficou com alguma dúvida sobre este assunto, não deixe de nos enviar sua pergunta.